quinta-feira, 29 de outubro de 2009

28/10/2009 - Toronto Maple Leafs @ Dallas Stars

Após a vitória diante dos Ducks, os Leafs foram a Dallas, tentar iniciar uma sequência de vitórias.

Tudo começou muito bem neste jogo contra o Dallas Stars. Os Leafs fizeram um ótimo primeiro período permitindo somente dois chutes a gol. Infelizmente não saíram do primeiro período já com vantagem no placar, mas o time tem demonstrado que está melhorando continuamente.

Devido ao período de adaptação de Jonas Gustavsson à NHL, o goleiro cometeu um pênalti ao tocar no puck, fora da área permitida. Segundo ele, na Suécia, não há limites para que o goleiro manuseie o puck, porém ele sabia da restrição e ficou em dúvida no momento. Também falta um pouco de sintonia entre ele e os defensores. Esses pontos serão todos sanados no decorrer do campeonato e são esperados de um goleiro rookie, vindo de um campeonato totalmente diferente tanto em medidas do rink quanto em regras.

No início do segundo período Brad Richards marcou para os Stars, porém Kulemin, que desde o jogo anterior foi "promovido" da quarta para a segunda linha de ataque dos Leafs, anotou para o time de Toronto. E assim terminou o segundo período, empatado em 1 a 1.

O terceiro período demonstrou que os Leafs estão sempre buscando a vitória e, apesar de tomar o segundo gol de Brad Richards, antes dos 2 minutos em vantagem numérica de 2 jogadores para os Stars, virou o jogo com gols de Lee Stempniak (segundo gol em dois jogos) e novo gol de Kulemin, aproveitando um rebote de Marty Turco. A menos de 5 minutos do final, um chute de Mike Ribeiro acabou sendo desviado e enganou o Monstro, levando o jogo para a prorrogação.

Na prorrogação, após um chute de Robidas, o Monstro acabou permitindo um rebote na direção de James Neal, que terminou a partida. Dallas Stars 4, Toronto Maple Leafs 3.

O importante desta partida é que os Leafs estão demonstrando mais conjunto, estão chutando mais a gol que seus adversários e, o que demonstra uma mudança enorme, somente cometeram 3 pênaltis durante toda a partida, sendo que um deles foi o pênalti de Jonas Gustavsson citado acima, ou seja, o pessoal está mais "esperto" e deixando de cometer pênaltis desnecessários.

AHHHH ... E Jason Blake anotou 3 assistências na partida!

Amanhã visitamos Buffalo. Que venha a segunda vitória!!!

GO Leafs GO!!!!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O que essa vitória quer dizer?

Ontem os Leafs conquistaram sua primeira vitória no campeonato, para a euforia dos torcedores. Agora a expectativa é de que se mantenham os bons jogos, e as seqüências não sejam mais de derrotas.

Muitos comemoraram a vitória de ontem como se fosse uma final de Copa Stanley. Claro, os fãs têm todo o direito de comemorar o fato de seu time ter posto fim ao pior começo de temporada de sua história (8 derrotas seguidas). Mas não podemos esquecer que a vitória de ontem foi só o começo, e ainda há muito o que se provar se o time realmente quiser relembrar o que é estar nos Playoffs.

A previsão para Toronto é positiva, acredito que eles conseguirão reverter esta tenebrosa situação. Nos três últimos jogos o time mostrou que entrosamento e confiança só tendem a crescer, ao menos isso é o que se espera.

Gustavsson, que teve uma atuação magnífica (achou que eu ia dizer 'monstruosa', né?), se manteve sólido no gol, fazendo defesas que traziam confiança ao time quando se precisou. Com isso, a situação do - até então - goleiro número um, Vesa Toskala, se complica um pouco mais (para grande parte da torcida, ele é o grande culpado pelo péssimo início de temporada). Deixando a euforia que se gerou em torno "Monstro" e sua primeira vitória de lado, Toskala ainda merece uma chance na equipe agora que a defesa está funcionando como deveria. Mas, de qualquer forma, ter tanto Jonas quanto Vesa atuando bem e sendo auxiliados por uma boa defesa está de ótimo tamanho.

Para aumentar ainda mais a expectativa e o otimismo da torcida, Phil Kessel vem marcando presença nos treinamentos desde o dia 15, e seu retorno se aproxima (está previsto para o meio de novembro). E o fim daquela escabrosa situação inicial é ótimo para ele. Um possível ritmo de vitórias, contribuirá para diminuir um pouco o peso de suas costas. Kessel já terá cobranças demais, e começar numa fase boa já alivia a pressão dos fãs e da mídia. E também devemos convir que se Toronto continuar jogando assim sem ele, é sinal de que tenderá a jogar melhor com ele.

Essa vitória serviu para mostrar que Toronto pode, sim, dar muito trabalho para o adversário. Mas para isso, é preciso jogar como um time, em sintonia, assim como fizeram nos dois últimos jogos. Se os Leafs continuarem mostrando que são um bom time na teoria e - principalmente - na prática, certamente não irão mais jogar golf na época dos Playoffs.

27/10/2009 - Toronto Maple Leafs @ Anaheim Ducks

E finalmente os Leafs conseguem sua primeira vitória! O resultado de 6-3 em cima dos Ducks foi conquistado em Anaheim, num jogo espetacular. A redenção do Toronto teve direito à um hat-trick e defesas monstruosas.

A partida já começou de maneira emocionante: Os Leafs lutando para começar o jogo com a liderança, e os Ducks pressionando igualmente. Mas, apesar do esforço, o primeiro gol foi do time da casa. Foi um lance polêmico, muitos consideraram interferência no goleiro dos Leafs.

Com a vantagem na placar, os Ducks passaram a administrar melhor o jogo, fazendo com que tanto o time quanto os torcedores dos Leafs se perguntassem "Será que vai tudo por água abaixo novamente?". Mas não foi. Gustavsson provou que está bem fisicamente ao se esticar todo para fazer uma brilhante defesa [vídeo abaixo], e livrar seu time de um temido 2-0.

O "Monstro" já tinha feito sua parte, agora era vez do ataque funcionar. E eis que Grabovsky empata o jogo. Logo em seguida, Hagman também faz o seu e os Leafs vão para o vestiário com uma vitória pela primeira vez na temporada.

O segundo período foi o menos intenso do jogo, teve menos penalidades e menos chutes a gol. Os dois times marcaram um, Toronto continuava na frente. Os fãs e o time a essa altura se questionavam "Será hoje a nossa primeira vitória? Dá para passar pelo terceiro tempo segurando esse resultado?"

O terceiro período começa. É a hora da verdade. Lee Stempniak faz o seu, aumentando seus pontos da noite para 3. Tomas Kaberle abre três de vantagem com um belíssimo slap shot numa vantagem numérica marcada erroneamente (James Wisniwsky, dos Ducks, ficou dois minutos fora por um slashing mal marcado). E o ápice do jogo para o time canadense veio através do taco do finlandês Niklas Hagman, que fez seu terceiro gol, selando o hat trick (o segundo de sua carreira). Mas, mesmo assim, os Ducks não se deram por vencidos. Perry fez o último do jogo, diminuindo a vantagem do Toronto para 6-3.

Neste jogo, o antigo problema de pênaltis excessivos passou para o lado adversário, o Anaheim cometeu 14 infrações e levou 5 gols em desvantagem numérica. Essa foi uma boa maneira do Toronto aprender que se você fica com menos jogadores, o adversário tem mais chance de marcar. E, na "batalha dos Jonas", o jovem sueco se saiu melhor que o suíço e levou a sua primeira vitória na NHL.

As três estrelas do jogo foram:
3ª Estrela: Scott Niedermayer (Anaheim), deu duas assistências na noite.
2ª Estrela: Tomas Kaberle (Toronto), teve uma noite de 5 pontos (1 gol e 4 assistências).
1ª Estrela: Niklas Hagman (Toronto), fez o hat trick (ou "Hag" trick).

Parabéns ao Gustavsson pela primeira vitória de sua carreira e ao time dos Leafs por sua primeira na temporada, que já vinha amadurecendo desde o jogo contra os Canucks. A partir daqui o time dos Leafs tem que manter esse ritmo e não pode mais desperdiçar um ponto sequer. Ganhou a sua primeira, mas ostentar uma marca de 1-7-1 (aqui no Brasil esse número é até engraçado) continua sendo ruim.

Que venham as vitórias! Go Leafs Go!

25/10/2009 - Toronto Maple Leafs @ Vancouver Canucks

E foi neste jogo contra os Canucks que os Leafs iniciaram uma jornada de 5 partidas fora de casa. O resultado foi uma derrota por 3 a 1, a oitava seguida da temporada. Mas assim como no último jogo contra os Rangers, os Leafs continuaram a melhorar.

Joey MacDonald começou o jogo como goleiro do Toronto e James Reimer ficou de reserva, pois Toskala e Gustavsson estão se recuperando de lesão. MacDonald jogou muito bem, sofrendo dois gols em 24 chutes (o último foi com o gol aberto).

Toronto jogou bem (muito bem, se compararmos com os jogos anteriores), e ouso dizer que uma derrota dos Canucks não seria tão espantosa. Os Leafs souberam manter os momentos favoráveis, não se entregaram facilmente na defesa e atacaram bastante (36 chutes).

O número de penalidades diminuiu, mas elas "deram" dois gols ao Vancouver. Mas esta não foi a maior dificuldade dos Leafs. A maior dificuldade dos Leafs tinha nome e estava defendendo o gol do time adversário: Roberto Luongo. Como dito anteriormente, Toronto pôs o ataque para funcionar, mas passar por "Bobby Lou" não é tarefa fácil para ninguém. Desesperadamente, Toronto caçou o gol de empate, mas acabou sofrendo seu terceiro, após algumas tentativas dos 'Nucks no finalzinho do jogo.

Analisando as circunstâncias (jogar contra o forte Vancouver Canucks na casa deles, vindo de uma seqüência de derrotas no começo da temporada, e por pouco não levar a partida para o tempo extra) pode-se dizer que foi um bom jogo para os Leafs. Ter seu maior problema no adversário e não na sua própria equipe já mostra uma recuperação - embora que tardia - por parte do Toronto.

O que se tem a fazer agora é lutar pela primeira vitória, tanto para por fim à esta fase crítica, quanto para dar ânimo e acalmar a torcida. Agora é recuperar todo esse tempo perdido.

Go Leafs Go!

sábado, 24 de outubro de 2009

Metamorfose Ambulante

Toronto começou sua nova temporada da pior maneira possível, mas mesmo assim um nome se destacou positivamente (e não porque foi fácil com o time jogando de tal maneira, mas sim por fazer merecer): Ian White.

Paradoxalmente, o jogador que mais surpreendeu atua no setor defensivo, que foi o que mais afundou a equipe até agora.

Confesso que já "torci o nariz" em relação à ele "Um jogador do tamanho dele não deve ficar na defesa". Ok, White é mesmo pequeno [1,78m] em comparação à seus "colegas de profissão" (quando fazia par com o gigante Hal Gill [de 2,01m de altura], a dupla era chamada de "Barney e Fred") e não é o mais habilidoso defensor da liga, mas o bigodudo canadense é extremamente esforçado e vem se superando em suas atuações.

Nos últimos jogos, White carregou a defesa nas costas, poupando o time de vexames maiores; como, por exemplo no jogo contra o Colorado, em que ele se tornou um "auxiliar de goleiro" e salvou pelo menos uns cinco gols. E também no jogo contra os Rangers, dia 17, em que teve o rosto atingido pelo puck ao fazer seu trabalho.

É isso aí, White, continue jogando bem (para não dizer "fazendo milagres") e provando que eu - e muita gente - estava errado ao duvidar de você. E que os grandalhões, como Mike Komisarek, passem a se esforçar mais também.